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Atenção plena e presença

Vivemos numa época em que as pressões e o stress são cada vez maiores, a corrida do dia a dia não deixa espaço, na maior parte das vezes, para parar e para nos conectarmos connosco, com as nossas intenções e com o momento presente. 

As nossa relações sofrem com isso, principalmente as relações familiares e com os nossos filhos. Vivemos, tantas vezes, com ansiedade, medo e frustrações baseadas em expectativas e transmitimos esses sentimentos às nossas crianças. 

As crianças vivem no presente, mas nós, geralmente no nosso piloto automático, nem sempre o sabemos apreciar… e transformamos tantas vezes a vida nos nossos filhos numa corrida.

Trabalhar a nossa presença

Uma das coisas que mais precisamos hoje em dia e na sociedade de hoje, é trabalhar a nossa presença, a nossa atenção plena… a nossa conexão com os outros e em particular com os  nossos filhos.

Muitos de nós, pais, confundem o que é a azafama da parentalidade, com o estar presente para os nossos filhos. Embora possamos estar presente fisicamente e para a maior parte das suas necessidades físicas, intelectuais, isso não significa que estamos presente emocionalmente ou para fazer face a necessidades mais emocionais ou até espirituais dos nossos filhos.

Talvez seja preciso uma presença muito mais empenhada, para estarmos muito mais sintonizados com as crianças  e com as suas necessidades. Isto implica saber ouvir, ouvir verdadeiramente o que tem para dizer, sem sentir necessidade de corrigir, julgar ou dar sermões, etc.

O poder do Mindfulness

A definição de Mindfulness é prestar atenção de propósito, no momento presente (aqui, agora) e sem julgamentos e com muita compaixão. O John Kabat- Zinn, não só foi o responsável pela crescente popularização do mindfulness através dos seus programas de redução de stress, no ocidente como foi também o primeiro a publicar um livro sobre a forma como o mindfulness podia melhorar o relacionamento entre pais e filhos.

  • A prática de mindfulness permite-nos aprender a estar verdadeiramente presentes em cada instante, com plena consciência do momento. Isto, por vezes, é tão difícil, pois vivemos frequentemente em piloto automático.
  • Ensina-nos a relacionar-nos de um modo diferente com os nossos pensamentos e emoções e portanto com a nossa experiencia interna, em aceitação, sem julgamentos e com compaixão.

“Quando trazemos consciência para a forma de criarmos os filhos, mediante o recurso à atenção plena enquanto prática, isso pode levar a um conhecimento e entendimento mais profundos tanto dos nossos filhos como de nós mesmos.”         

                                                                                                       Jonh e Myla Kabat-Zinn

Essa atenção plena, permite-nos estar conscientes dos nossos pensamentos e emoções e, conscientes e abertos aos pensamentos e emoções dos nossos filhos. Se conseguirmos tornar-nos mais conscientes dos nossos pensamentos e emoções, à medida que eles vão surgindo como resposta às ações dos nossos filhos, ganhamos a capacidade de parar antes de termos as reações habituais e darmos as respostas habituais.  A resposta acontece após considerarmos a várias possibilidades de (re)acção.

Diz o Viktor Frankl, 

“Entre o estimulo e a resposta há um espaço. Nesse espaço está o nosso poder de escolha. Na nossa escolha está o nosso crescimento e liberdade.”

E é isto que a prática de mindfulness nos permite, criar esse espaço…

Sendo a presença e atenção ingredientes fundamentais na relação entre pais e filhos, esta prática ajuda-nos a criar relações mais completas e verdadeiro, mais feliz e mais harmoniosas com os nossos filhos.

Não estarmos verdadeiramente presentes, e estarmos constantemente a distrair-nos do presente ou daquilo a que queremos dar atenção, tem custos elevados nas nossas relações. E os nossos filhos sentem!  Sentem quando não conseguimos desligar do trabalho, dos problemas, das preocupações, etc . E já perceberam como é difícil para a criança comunicar com alguém que não lhe dá atenção, não a ouve e não a acolhe.

Quantas vezes dizemos que as crianças se portam mal para chamar a atenção. Mesmo que essa atenção seja negativa, a intenção é positiva, isto é, a criança precisa de sentir conexão e de sentir que os pais se preocupam com ela. E em situações de crise, quando a criança chora ou faz birra o melhor que lhe podemos dar, em vez de entrar no caos em que a criança se encontra, é levar-lhe calma e serenidade.

Por isso, o Mindfulness está na base da Parentalidade Consciente, porque esta pratica e estes ensinamentos e atitudes, permitem-nos estar mais presentes e conscientes na nossa relação com os nossos filhos.

No livro Mindfulness para pais, um livro que vos recomendo a autora, Laura Sanches refere que, enquanto pais, o mindulness ajuda-nos a :

  • Estarmos conscientes das nossas próprias necessidades (perceber que ao cuidar de mim também cuido dos meus filhos)
  • Gerir melhor o nosso stresse e ansiedade, que está por base de muitos comportamentos menos bons que temos com os nossos filhos
  • Viver algo fundamental na pratica da parentalidade : aceitação e compaixão por nós e pelos outros
  • Estar mais atentos e conscientes das necessidades das crianças.
  • Dá-nos ferramentas para respondermos da melhor forma a essas necessidades, em vez de nos limitarmos a reagir aos seus comportamentos, muitas vezes em piloto automático.

Quando conseguimos dar aos nossos filhos, a presença de que eles tanto necessitam a relação floresce!

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