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Auto Estima – Como promover uma Auto Estima saudável no meu filho

O que é a Auto estima?

Auto estima é o valor que eu considero que tenho e a forma como me relaciono com esse valor. É a forma como me vejo a mim próprio e como me aceito.

Se eu gostar de mim como sou, se eu me aceitar, se me relacionar bem como as minhas qualidades e defeitos então eu tenho uma boa Auto Estima.

A Auto estima engloba o autoconhecimento sobre as nossas capacidades, pensamentos, necessidades, as nossas forças e fraquezas. Quanto melhor nos relacionamos com este conjunto mais saudável será a nossa auto estima. Uma pessoa com uma auto estima saudável sente-se bem quando as coisas correm bem e sabem lidar com as situações que correm menos bem. Prepara-nos para os desafios do dia a dia.

Quanto mais uma criança se aceitar como é e perceber que tem valor só por existir mais saudável será a sua auto estima.

Uma boa auto estima influencia a qualidade das interações da criança com os outros, a sua capacidade de lidar com desafios e frustrações e a sua capacidade de exprimir emoções e sentimentos…

Sente-se bem como as suas qualidades e com os seus defeitos.

“Quanto melhor me sinto, melhor me comporto!“

“Nascemos todos com uma semente de auto estima – O crescimento e o florescimento dessa semente dependem da nutrição que recebe por parte das relações mais próximas. O sol da semente da AE é o amor incondicional, a água e o solo são as palavras que a alimentam, e o ambiente são os cuidados que recebe. Quanto menos julgamento e mais aceitação houver mais bela e enraizada se tornará a flor. Mais forte e profunda se tornará a autoestima.”

                                                                                               In Educar com mindfulness – Mikaela Owen

Tenho 2 filhas adolescentes e, o que percebo agora, é como a adolescência é um dos primeiros grandes testes à auto estima das crianças : Um adolescente com autoestima Aceita-se tal qual como é e Não depende da validação ou da aceitação dos pares para se sentir bem. Não precisa de máscaras para os outros, de ser quem não é.. nem de mascarar as emoções para si próprio e Pede ajuda quando precisa.

E este trabalho pode e deve ser feito na infância … 

Aqui ficam 2 DICAS para ajudarmos a fortalecer a auto-estima das nossas crianças

  1. ACEITAÇÃO – Aceita o teu filho exatamente como ele é (e mostrando-lhes isso mesmo)

Não tenho duvida que qualquer um de nós pais sente amor incondicional pelos seus filhos. E, muitas vezes conseguimos demonstrá-lo. Mas também acontece, noutras vezes, principalmente em situações de desafio ou conflito, que os nossos comportamentos e palavras podem ser entendidas como uma espécie de amor mais condicional.

“Quando a criança é pequena não distingue o comportamento dela própria. Por isso é tão importante, mesmo a impor os nossos limites, a gerir uma “birra”, ou num frente a frente com um comportamento com o qual não concordamos, não gritar, não bater, não ameaçar, não ignorar, não castigar – ou seja, evitar tudo que seja entendido como “não gosta de mim” ou “não gosta de mim quando… me porto mal”.

Permitir as emoções é uma forma de nunca nos sentirmos “desadequados” ou “errados”, seja lá o que for que estamos a sentir.

Aceitarmos os nossos filhos por inteiro, exatamente como eles são, sem expetativas, incluindo tudo o que fazem e nós não gostamos. Aceitar tanto as suas qualidades como os seus aspetos que consideramos menos bons, que reconhecemos como menos bons, porque são diferentes de nós ou embatem em crenças que temos sobre como deveria ser. … ajuda a promover na criança uma Auto Estima saudável

A criança sente que está tudo bem com ela. Que não têm de mudar nada para serem especiais ou aceites aos nossos olhos. Isso não implica aceitar o comportamento, implica compreender o comportamento, atender a necessidades e ajudar a criança a reedireccionar o comportamento para outro mais adequado. 

Aceitando sempre  as emoções! 

  1. CUIDADO COM OS RÓTULOS  – Tem cuidado com os rótulos e pratica o reconhecimento,

O que dizemos continuadamente aos nossos filhos torna-se a sua voz interior, torna-se a uma verdade para eles, é algo determinante para a forma como os nossos filhos olham para eles próprios.

O que pensará sobre si própria uma criança que ouve continuadamente “És preguiçoso, és desarrumado, não fazes nada de jeito, só fazes disparates, és mal comportado, és feio…

Quanto mais rótulos, julgamentos, foco nas coisas erradas mais a criança se vai relacionar com ela própria dessa forma.

Um fator importante que contribui para uma criança desenvolver saudavelmente a autoestima é sentir que é apreciada por aquilo que faz. Mais do que ser apreciada pelos seus comportamentos é sentir-se especial.

A criança sente-se especial não só quando sentimos orgulho nas suas habilidades, mas sim quando ela percebe que mesmo errando, tendo dificuldades e falhando, o adulto está ao lado dela, acarinhando, incentivando e ajudando a ultrapassar a frustração ou a dificuldade.

Estamos muito habituados a fazer elogios, mas se a criança cresce num mundo de elogios constantes, ou só quando consegue algo, como uma boa nota na escola, um desempenho importante, quando se porta bem, pode tornar-se dependente dessa validação externa para se sentir bem consigo própria. A motivação para fazer bem é externa e não interna.

A razão pela qual os elogios podem funcionar a curto prazo é que as crianças pequenas estão sedentas de aprovação e aceitação, mas esta “forma de aprovação” só vem de determinados comportamentos e atitudes – aquelas que nos convém, aquelas que não nos põem à prova, aquelas que vão de encontro à nossa agenda ou a quem nós somos – não quem eles são. 

A proposta será reconhecer em vez de elogiar: Agregar valor ao que a criança faz, mostrar interesse.

“Obrigada por teres posto a mesa. Ajudaste-me imenso.” , por ex. 

Com o reconhecimento mostramos de que forma a criança adiciona valor aos outros.

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