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Disciplinar: Punir ou Ensinar

Como pais todos temos dificuldade em saber a melhor forma de educar os nossos filhos.

Às vezes é cansativo, desgastante e nem sempre temos a calma necessária para lidar com as situações mais desafiantes, como as birras por ex, ou quando queremos que os nossos filhos colaborem e eles não ligam nenhuma, ou quando tem comportamentos que consideramos menos adequados e nós desesperamos.

E continuamos muitas vezes a fazer as mesmas coisas e a ter os mesmos resultados. E não nos satisfaz…

E cometemos muitas vezes os mesmos erros, como por ex: (vê se te identificas com alguns)

  • Foco no comportamento em vez do porquê dele existir
  • Temos reações exageradas, perder a calma sem ser necessário
  • Presumimos o pior antes de ouvir uma explicação
  • Corrigimos os nossos filhos em publico
  • Disciplinamos os nossos filhos a pensar no que os outros pensam
  • Não escutamos a nossa intuição, o nosso coração de pais nos diz
  • Criarmos muitas expetativas
  • Somos demasiado duros connosco
  • Foco numa disciplina punitiva (com castigos e ameaças) em vez de uma disciplina virada para a aprendizagem
  • As crianças agem, nós reagimos e elas reagem…

Gostaríamos de acabar ou pelo menos diminuir essas situações, mais complicada e de conflito, mas sem complicar a relação com os nossos filhos. A maior parte dos pais até desejam disciplinar os filhos de forma suave e carinhosa, mas na hora de fazer com que cumpram regras e deveres sentem-se sem recursos e não conseguem evitar a utilização de estratégias punitivas.

Gostava de te propor então que pensemos sobre o que é disciplina e disciplinar.

Vamos esquecer o que pensamos saber sobre disciplina e sobre o que as outras pessoas acham que devemos fazer quando os nossos filhos procedem de forma menos correta.

Os momentos que requerem disciplina são dos momentos mais importantes e desafiantes da parentalidade, pois constituem oportunidades para interagir com os nossos filhos e redirecionar os seus comportamentos para formas de expressão mais saudáveis e adequadas e dando também resposta às suas necessidades…  

Qual é o verdadeiro objetivo da disciplina?  

Disciplinar quer dizer – ENSINAR: Promover a colaboração a curto prazo e formar e desenvolver competências e capacidade de enfrentarem com resiliência os desafios e a fazer boas escolhas.

A nossa relação com os nossos filhos deve estar no centro da nossa atenção, quer estejamos a brincar, a conversar, ou a “disciplinar”. Devem sentir sempre o nosso amor e afeto.

E é nos momentos mais difíceis que os nossos filhos mais precisam de nós. Disciplina eficaz significa que não estamos apenas a pôr termos a um comportamento ou a promover um bom comportamento, mas também a ensinar competências, a ajudar o cérebro das nossas crianças a criar ligações que os ajudarão a tomar melhores decisões e a lidarem bem consigo próprios no futuro.

Em resumo : Há 2 objetivos na disciplina: 

1º A curto prazo – cooperação dos nossos filhos 

2º. A longo prazo – desenvolver competências e capacidade de enfrentarem com resiliência situações difíceis, frustrações, mas isso requer que as crianças estejam disponíveis para aprender.

Para que consigamos esse trabalho a  alongo prazo são precisas 2 etapas : Conectar e depois Ensinar

Só quando estabelecemos ligação e ajudamos a criança a acalmar em alturas de descontrolo emocional é que ela estará preparada para nos ouvir e compreender o que lhe queremos transmitir. Só aí é possível ensinar-lhes melhores formas de lidar consigo mesmo

Quando estabelecemos conexão mostramos aos nossos filhos que lhes estamos a prestar atenção, que os respeitamos e apoiamos, valorizamos as suas emoções, o seu contributo na resolução de um problema ,quer gostemos da atitude deles ou não. Podemos manter os limites bem claros e consistentes e definir consequências, mas fazê-lo de uma maneira gentil e amorosa.

Hoje é esta a mensagem que te quero deixar : disciplinar não é punir ou castigar, é sim ensinar. Para que a criança esteja preparada para “aprender” é preciso estabelecer primeiro ligação, conexão.

Neurologicamente, o cérebro da criança reage de maneira contrária ao que esperamos diante de castigos, gritos e palmadas. O que precisamos fazer nesses momentos de tempestades emocionais (sequestros emocionais) é tentar acalmar a criança e, depois, redirecionar o comportamento dela para formas mais saudáveis de agir explorando também aquilo que são as necessidades da criança.

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