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Inner Game e o papel do coach

o papel do coah e o jogo interior (inner game)

Já pensaste como podes dar o teu melhor? Quais os obstáculos com que te deparas, e como ultrapassá-los?
 
“Se você encontrar um caminho sem obstáculos, ele provavelmente 
não o leva a lugar nenhum“.
Frank A. Clark
 
Os obstáculos que se apresentam são a maneira como cada um de nós, vê e pensa sobre os seus problemas. A maneira como os problemas são estruturados na nossa mente e a maneira como pensamos sobre eles cria um modo particular de abordar cada problema e que cria por si só as suas próprias dificuldades.
 

​Timothy Gallwey, pioneiro do movimento da psicologia aplicada ao desporto e ao mundo corporativo, é reconhecido como o fundador do conceito de Coaching.  Gallwey utilizou a sua experiencia como treinador de jogadores de ténis de alta performance para criar um método aplicável a indivíduos em qualquer contexto da vida.
Para Gallwey quando praticamos um desporto competitivo, estamos, na verdade, a disputar dois jogos – um jogo exterior e um jogo interior (inner game)
O primeiro é jogado contra um adversário para superar obstáculos externos e atingir um objetivo igualmente fora de nós. O jogo interior é consigo mesmo, desenrola-se na mente do jogador e é jogado contra obstáculos internos como falta de concentração, falta de confiança em si mesmo, medos e todos os hábitos da mente que inibem a excelência do desempenho.
Fazendo a analogia com o nosso “jogo” da vida há naturalmente problemas externos a nós e dificuldades inerentes ao ambiente que nos rodeia, mas o que nos “atrapalha” e nos limita é o que se passa dentro na nossa cabeça. São as nossas ideias limitantes, as nossas crenças limitantes. E neste jogo interior, o adversário interior, conhece todas as nossas fraquezas, conhece-nos perfeitamente e sabe como nos sabotar…
 
E qual pode ser o papel do Coaching e do Coach?
 
Num processo de Coaching trabalhamos crenças e de hábitos de pensamento. 
Um hábito é algo que se faz sem se pensar. O “pensamento habitual” é o pensamento que se tem “sem se pensar”… é o modo automático de pensar, o tipo de ideias que automaticamente vem à mente em resposta a determinadas situações.
Se não tivermos nenhuma capacidade de reflexão, auto-observação nem autoconhecimento, que o Coaching nos pode dar, é este piloto automático que dominará o nosso pensamento e as nossas ações e nos levará a obter sempre os mesmos resultados.
 
Quais são 3 as grandes questões do Coaching?

  1. Onde estás agora, qual é o teu estado atual? Qual é o teu presente?
  2. Qual o teu estado desejado? Onde queres estar no futuro?
  3. O que te impede de seguir de um para outro estado?

 
O papel do Coach é fazer as perguntas que ajudem o cliente a perceber e a mudar a sua perspetiva e orientação perante os problemas. A partir desse ponto de aumento do nível de consciência, abre-se um momento de escolha (não podemos mudar o que não conhecemos) e de possibilidade de trilhar caminho para outro estado – Através de perguntas poderosas o Coach ajuda a abrir novas perspetivas e novas escolhas.
 
Esteja atento e consciente dos seus comportamentos, tenha consciência que é natural que as ideias mudem e crie as circunstâncias para si mesmo, com a ajuda do seu Coach, que lhe permitam mudar essas ideias e hábitos de pensamento.
 
Convém-nos perceber que a mudança de crenças é um processo natural, mudamos muitas vezes as nossas crenças e hábitos de pensamento em resposta a determinados eventos e situações mesmo sem percebermos e de acordo com o nosso crescimento e amadurecimento natural.
Quando eramos pequenos acreditávamos no Pai Natal, agora deixámos de acreditar. Porquê? Porque temos mais informação!
 Se olharmos para trás, vemos que não acreditamos em coisa que acreditávamos no passado, e no futuro, da mesma forma, acreditaremos em coisas que talvez não acreditemos agora.
Existe um processo natural de mudança de crenças, e se percebermos como esse processo funciona connosco, se olharmos para algumas crenças do passado e percebermos o que as mudou, podemos ser mais críticos sobre a maneira como pensamos. Conseguirmos olhar para a situação de outro ponto de vista é um passo crucial para resolver ou na maioria das vezes dissolver problemas. O modo como pensamos sobre um problema pode limitar-nos na sua resolução.
 
Para cada um de nós as nossas crenças são o nosso melhor modelo de mundo, são a nossa melhor forma de pensar. As nossas ideias e intenções do momento ou do passado existem pela forma como nos adaptámos e lidámos com as situações pelas quais fomos passando e com as quais lidámos em cada momento. É natural e compreensível, foi a nossa resposta, e em cada momento respondemos o melhor que conseguimos de acordo com as circunstâncias desse momento.
Joseph Connor fala-nos de uma metáfora que compara crenças antigas ao nosso armário cheio da roupa que já não usamos. Olhamos para algumas das roupas antigas e pensamos – Meu deus, eu já vesti isto? Na realidade comprámos, vestimos e até gostávamos mas agora mudámos de ideias, evoluímos: é um processo natural.
  
Nós evoluímos e as nossas crenças também evoluem e com pequenas alterações, pequenas mudanças criticas, podemos chegar a um lugar muito diferente de onde estávamos.
 
Mas a pergunta chave continua a ser: Porque fazemos o que fazemos?
As nossas crenças e valores fazem a diferença na forma como fazemos o que fazemos. Para trabalhar essas crenças, valores e hábitos de pensamento temos que conseguir identificá-las. Temos que conhecer bem o nosso estado presente antes de avançar para o estado desejado. Antes de trabalharmos sobre o nosso pensamento habitual temos que ter consciência dele. O papel do Coach revela-se aqui fundamental.
 
Coach funciona como um espelho para nos fazer ver a forma como pensamos. Dá-nos uma perspetiva externa, que nós sozinhos não conseguimos ver, e dá-nos um importante feedback. Só assim podemos criar novas perspetivas e sair do nosso piloto automático.
“Nós não sabemos o que não sabemos.”

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