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Ser emocionalmente inteligente… e criar filhos emocionalmente inteligentes

Nos últimos anos, muito se houve falar sobre Inteligência emocional, inclusivamente esta capacidade é já referida por algumas organizações mundiais como umas das 10 qualidades (soft skills) mais importantes no futuro. Estas soft skills vão ser absolutamente necessárias aos novos profissionais, face à tendência da sociedade e evolução dos desafios profissionais.

Os novos desafios profissionais

“Os novos desafios profissionais e as tendências da sociedade levam as organizações a valorizar as competências comportamentais e sociais, face às, até agora preferidas, competências técnicas.”

Durante várias décadas o nosso QI (coeficiente de Inteligência) era considerado uma variável fundamental para o sucesso.  De acordo com a grande maioria das investigações recentes das ultimas décadas, o QE (coeficiente emocional) tem estatisticamente uma relação muito mais significativa com a capacidade de obtermos sucesso e satisfação na nossa vida. 

Mário Alonso Puig, cirurgião e escritor espanhol diz mesmo que uma parte importante do sucesso na vida não é atribuível, apenas, ao coeficiente intelectual porque “Alguém que não sabe governar o seu humor, canalizar a raiva, superar o medo ou entender os outros, tem dificuldade em progredir na vida “.

Sendo este conceito relativamente recente (das ultimas décadas) podemos ver que não é ainda suficientemente valorizado na generalidade das nossas escolas e currículos, sendo as atividades intelectuais e cognitivas muito mais relevantes e valorizadas. 

Estimular a inteligência emocional das crianças

“Se as crianças aprenderem a expressar e a gerir as suas emoções, na infância, vão crescer mais capazes e saudáveis. O desenvolver deste lado mais humano é fundamental para que se venham a tornar adultos que sabem lidar com os seus sentimentos e que sabem compreender os outros à sua volta.”

  • Quando a criança desenvolve estas competências, ela desenvolve também, um alto nível de auto conhecimento, de empatia, de responsabilidade pelas suas necessidades e suas emoções e aprende a comunicar essas necessidades e emoções de uma forma respeitadora e responsável. Além disso, torna-se mais apta para criar boas relações e consegue resolver problemas e conflitos de uma forma mais pacífica.
  • Uma boa educação emocional permite que cada criança se conheça melhor a si mesmo, aprendendo mais sobre si, sobre a sua personalidade e até criando uma maior consciências do seu valor e das suas potencialidades, ganhando segurança para enfrentar desafio, obstáculos que possam surgir ao longo da vida. Para além disso, uma criança com competências emocionais tem a capacidade de controlar  e gerir melhor os seus impulsos. Ao desenvolver  empatia, vai tornar-se, por exemplo, num ser humano mais tolerante e aberto à diferença
  • Trabalhar as emoções é também fundamental para o próprio processo de aprendizagem. Se pensarmos num ambiente escolar e familiar de desconexão entre adultos e a criança, ou onde reine o autoritarismo e a disputa de poder, este ambiente gera sentimentos de medo e agressividade não permitindo uma auto regulação emocional da criança. Sabe-se hoje, que a aprendizagem é mais significativa quando associada a emoções positivas. Podemos assim  perceber como a IE é importante na aprendizagem, porque nos confere a serenidade e o discernimento necessários para que as funções cognitivas trabalhem plenamente.

Se a uma aprendizagem não está associada um conteúdo emocional o cérebro não vai reter a informação por muito tempo. Aprender com a alegria e prazer faz a criança gostar de aprender e ter vontade de aprender coisas novas. Ansiedade e medo são naturalmente prejudiciais à aprendizagem e afetam a atenção e memória. É por isso importante que os ambientes de aprendizagem tenham por base acolhimento, conexão, envolvimento, alegria, bem estar, curiosidade , desafio … etc” 

          Dra Leonor Bezerra Guerra 

 

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